sexta-feira, 29 de abril de 2016

Senna / Senna (2010)



Na minha opinião, Ayrton Senna foi o melhor piloto da história da Fórmula 1. Disciplinado, perfeccionista e competitivo, ele colecionou amigos e inimigos durante os 10 anos de carreira no automobilismo de 1984 a 1994. Com seu inegável carisma, Senna popularizou a Fórmula 1 no Brasil e em pouco tempo as pessoas passaram a torcer pelo jovem arrojado de capacete amarelo, que aparecia na televisão nas manhãs de domingo. Torci pelo Senna desde a sua primeira corrida e adorava quando toda a família discutia sobre a performance do piloto nas pistas. O povo brasileiro tinha uma estima muito baixa naquela época, porque a imagem do país no exterior era péssima. Porém o Ayrton Senna mostrou para o mundo o orgulho de ser brasileiro! Assim tornou-se um orgulho nacional, um membro de nossas famílias e ainda foi homenageado com o “S” do Senna no autódromo de Interlagos em São Paulo (foto). Naquela época a Fórmula 1 era tão popular quanto o futebol e quando o Senna vencia uma corrida, tocava o inesquecível Tema da Vitória na transmissão da TV brasileira. 




A Fórmula 1 ficou tão esquecida no Brasil nos anos 2000, que o documentário Senna / Senna (2010), do diretor Asif Kapadia, passou discretamente pelos cinemas. Eu assisti ao longa-metragem numa sessão única de cinema, que ficou em cartaz por apenas 2 semanas. Foi uma viagem no tempo que me deixou muito emocionado. Fiquei revoltado quando relembrei que a política influenciou o resultado em Mônaco 1984, interrompendo a corrida com chuva, quando a limitada Toleman de Senna estava em 2º lugar. Jamais um novato poderia vencer em Mônaco, deixando para trás nomes como Niki Lauda e Alain Prost. Porém foi muito bom rever a 1º vitória de Senna na categoria, no circuito de Estoril em Portugal, em 21 de abril de 1985. Após a vitória na chuva, aquele jovem arrojado e carismático, soltou o cinto de segurança e ergueu os braços para comemorar, enquanto gritava de emoção. Naquele dia, seu nome mudou para sempre e ele passou a ser chamado de Ayrton Senna do Brasil. 




 Foi intenso rever a fase dourada de Senna na Fórmula 1, que começou na equipe McLaren em 1988, ao lado do piloto francês Alain Prost. No GP do Japão de 1988, Senna precisava vencer para conquistar o seu primeiro título. Era o pole position e na largada seu carro falhou. No final da primeira volta Senna era o 14º colocado, mas com todo o seu talento, chegou em 1º lugar e conquistou o seu primeiro título mundial. Senna e Prost disputaram novamente o campeonato mundial em 1989 e no GP do Japão, o francês bateu no brasileiro. A confusão foi grande, Senna foi desclassificado e Prost foi tricampeão. Em 1990, Senna continuava na McLaren e Prost estava na Ferrari. No GP do Japão a disputa estava entre Senna e Prost. O brasileiro conquistou a pole position e a direção de prova inverteu as posições de largada. Senna largou no lado sujo e Prost no lado limpo. Na largada Prost saiu na frente e na primeira curva fechou Senna, que não freou e na batida os dois saíram da pista. Outra confusão, mas Senna conquistava seu bicampeonato em 1990. 




O último ano da fase dourada de Senna foi 1991. Ele venceu o GP Brasil em 21 de março de 1991, com o câmbio manual travado na 6º marcha. Foi impressionante rever a sua exaustão muscular e sua dificuldade para erguer o troféu de 1º colocado no podium. Que susto foi a capotada da sua McLaren na curva Peraltada no GP do México em junho daquele ano. Seu adversário na disputa pelo título no GP do Japão era Nigel Mansell, mas a Williams do inglês derrapou na curva durante a perseguição a McLaren de Senna. O brasileiro do capacete amarelo conquistou o seu tricampeonato em 1991. Em 1992 a Williams criou a suspensão eletrônica e Mansell foi campeão. Já em 1993, o francês Alain Prost foi imbatível com sua Williams, conquistou seu tetracampeonato e se aposentou. O desanimado Ayrton Senna assinou contrato com a Williams para a temporada de 1994, mas se despediu da McLaren vencendo o GP da Austrália, com direito a homenagem da cantora Tina Turner. 


 

Fiquei com o coração partido ao rever a chegada de Ayrton Senna na Williams em 1994. A FIA tinha proibido os sistemas eletrônicos e a equipe teve que projetar um novo carro. No GP do Brasil Senna rodou sozinho na pista e abandonou e foi jogado para fora da pista na largada do GP do Pacífico. No GP de Ímola, o jovem Michael Schumacher e sua Benetton já preocupavam Senna. Nos treinos o brasileiro Rubens Barrichello sofreu um acidente sério e o austríaco Roland Ratzzenberger morreu na pista. Senna estava pressionado e o Doutor Sid Watkins (médico da Fórmula 1), disse para Senna se aposentar para pescarem juntos! Senna respondeu: “Sid, eu não posso desistir!” No dia 1º de maio de 1994, na sétima volta do GP de Ímola, a Williams saiu da pista a 300 km/h e bateu no muro de concreto. Ali Ayrton Senna do Brasil se transformou num mito eterno! Chorei no cinema revendo a história do Senna, mas como disse o capitão Nathan Algren (Tom Cruise) no filme O Último Samurai / The Last Samurai (2004): “Não me pergunte como ele morreu. Pergunte como ele viveu!” 

Ayrton Senna (1984 - 1994) 
161 Grandes Prêmios disputados;
65 poles positions;
41 vitórias;
3 Campeonatos Mundiais de Fórmula 1 


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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Travessia / The Walk (2015)



Vale a pena lutar por um sonho? O longa-metragem A Travessia / The Walk (2015) responde muito bem essa pergunta, deixando claro que persistência, inteligência e até mesmo a sorte, são fundamentais para a realização de um sonho. O diretor Robert Zemeckis trouxe para as telonas a história do francês Philippe Petit, que em 1974 tentou atravessar num cabo de aço, o vão de 43 metros entre as torres do World Trade Center em Nova Iorque. Talvez o sonho tenha virado pesadelo para o francês de 24 anos, quando descobriu que a Torre Norte (WTC 1) tinha 417 metros de altura e a Torre Sul (WTC 2) tinha 415 metros, sendo na época, os maiores prédios do mundo. Além disso, o acesso ao 110º andar das torres era rigorosamente controlado por seguranças e montar os equipamentos para a travessia parecia ser impossível. Assisti ao filme no cinema e a belíssima trilha sonora do maestro Alan Silvestri, associada as imagens vertiginosas, tornaram a minha experiência inesquecível.




O narrador da história era o próprio Philippe Petit (Joseph Gordon-Levitt), posicionado na Estátua da Liberdade, talvez numa licença poética. Aos 4 anos de idade, ele se apaixonou pela "Arte do Circo", especialmente pelas apresentações de equilibrismo e mágica! Na infância treinava exaustivamente pequenos truques de mágica com moedas e cartas. Porém para aprender a equilibrar-se no cabo de aço, teve aulas com o mestre circense Papa Rudy (Ben Kingsley). Aos 16 anos decidiu ser um artista e foi expulso de casa pelo seu pai, que afirmava que aquela vida não dava futuro para ninguém. Seguiu seu rumo sozinho na vida, porque como diziam os franceses: “ As cenouras estavam cozidas!” Petit criou um personagem mudo, que se apresentava dentro de um círculo desenhado no chão. Usava roupa preta e cartola, fazia performances de mágicas misturadas com malabarismos no cabo de aço. Petit fazia suas apresentações nas praças de Paris e ganhava algum dinheiro para sobreviver.




Numa bela tarde Petit se encantou por Annie Allix (Charlotte Le Bon), uma cantora de voz suave que também se apresentava pelas ruas de Paris. A cena em que o casal se conhece é sublime e poética! Petit e Annie logo começaram a namorar, mas continuaram suas apresentações ao ar livre. Porém o destino de Petit começou a mudar numa manhã de 1968, quando ele quebrou um dente ao morder uma bolinha, durante um número de mágica. Correu para o dentista, mas seria o último a ser atendido. Exercitando sua paciência na sala de espera, começou a ler uma revista e ficou impressionado quando viu uma foto enorme do World Trade Center nos Estados Unidos. Naquele momento, Petit sentiu um desejo incontrolável de atravessar o vão entre as duas torres, como uma missão de vida! Seu primeiro cúmplice foi um fotógrafo chamado Jean-Louis (Clément Sibony). Juntos prepararam o maior desafio de Philippe Petit em território francês, que foi atravessar num cabo de aço, as duas torres da Catedral de Notre Dame, que tinham 96 metros de altura. 




Em 1973, Philippe Petit seguiu para os Estados Unidos ao lado da namorada Annie, para se preparar para o maior sonho de sua vida. Quando ele visitou o World Trade Center pela primeira vez, ficou impressionado com a altura das torres e pensou em desistir. Porém o apoio de Annie foi fundamental e o plano foi elaborado nos mínimos detalhes, incluindo uma maquete perfeita. No início de 1974 Petit reencontrou o amigo fotógrafo Jean-Louis, que trouxe o matemático Jeff (César Domboy) para ajudar com os cálculos do desafio. Aos poucos o número de cúmplices para a missão quase impossível foi aumentando. Jean-Pierre (James Badge Dale) era o simpático, Barry Greenhouse (Steve Valentine) era o dono de uma sala comercial no WTC 1, Albert (Ben Schwartz) e Jean (Benedict Samuel) vieram para ajudar a transportar o material de Petit. O dia 06 de agosto de 1974 foi o escolhido pelo francês para atravessar as torres do WTC e seu sonho deveria ser realizado a partir das 7 horas da manhã, antes da chegada dos trabalhadores. 




Infelizmente algo inesperado aconteceu três semanas antes do desafio. Petit andava pelo WTC 2 (Torre Sul) e pisou com o pé direito num enorme prego. Petit ficou desesperado, porque um furo no pé de um malabarista era algo gravíssimo, que poderia atrapalhar a sua concentração e colocar a sua vida em risco. No dia anterior ao desafio, Petit e seus cúmplices só conseguiram subir ao 110º andar no final da tarde. Ficaram escondidos até a noite e então começaram a montar o material. Jean-Pierre, o fotógrafo, foi muito criativo ao lançar o cabo entre as torres! Os problemas foram surgindo e nos primeiros raios de sol nada estava pronto. Quando o cabo estava esticado, Petit chegou a beira da gigantesca torre e ficou pensativo. O que se seguiu a partir daí foram cenas tensas, sublimes e emocionantes, de um homem que tentava realizar seu sonho! Um espetáculo que o cinema foi capaz de reproduzir em seus mínimos detalhes, contando a história de um sonhador que virou lenda.



Minha Vida no Cinema







sexta-feira, 1 de abril de 2016

*_* Meu Click - E.T. - O Extraterrestre

Foto: Luiz E. V. Barbosa 


Como cinéfilo, um dos meus maiores orgulhos, foi ter assistido ao longa-metragem E.T. - O Extraterrestre no cinema em 1982. Confesso que a primeira vez que vi o E.T. na tela do cinema, não gostei da sua aparência, mas o seu carisma era tão forte que me apaixonei. Até hoje eu fico emocionado quando assisto a cena da bicicleta e ouço o tema criado pelo maestro John Williams. Eu ri, torci e chorei pelo E.T. ao lado dos meus amigos de infância! Ainda naquela semana, fui até uma loja tradicional de brinquedos e procurei pelo boneco do extraterrestre mais famoso do cinema. Naquela época, a procura pelos produtos licenciados foi enorme. Só encontrei um boneco de borracha de 5 centímetros em que o personagem segurava um vaso de flores. Infelizmente o material utilizado era de baixa qualidade e álguns meses depois, a cabeça do meu E.T. caiu.


 TEMA PRINCIPAL - E.T. - O Extraterrestre 


Uma curiosidade para aqueles fãs do filme E.T. - O Extraterrestre, que não tiveram a oportunidade de assistir ao longa-metragem no cinema. O personagem principal andava com dificuldade, não mexia os pés quando andava e suas expressões faciais eram limitadas. Quando o filme foi relançado em DVD, graças aos recursos de computação, o E.T. mexe os pés quando anda e tem um rosto muito mais expressivo. Além disso, antigamente os agentes federais tinham armas nas mãos e agora em DVD ou Blu-Ray eles carregam rádios de comunicação. Como nunca é tarde para realizar os nossos sonhos, fiquei muito feliz em 2014, porque ganhei um boneco original do E.T. para colocar na minha estante. Meus olhos brilharam de emoção, porque finalmente consegui um boneco do E.T. oficial e de excelente qualidade! Como fã do personagem, serei eternamente grato pelo presente. Afinal de contas, o E.T. é um extraterrestre tão feio, que chega a ser lindo! 


P.S. Saiba mais sobre o longa-metragem E.T. - O Extraterrestre (1982) no blog Minha Vida no Cinema!



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terça-feira, 29 de março de 2016

Duas Vidas / The Kid (2000)



Dirigido pelo competente Jon Turteltaub, o longa-metragem Duas Vidas / The Kid (2000) superou todas as minhas expectativas! Fiquei encantado com a qualidade do roteiro. Era uma história infantil, que abordava temas adultos, como a relação entre sonhos e frustrações. O início era espetacular porque mostrava um avião biplano vermelho, voando entre as nuvens, simbolizando a liberdade. O personagem principal era Russ Duritz (Bruce Willis), um Consultor de Imagem arrogante, estressado e impaciente, que só pensava em ganhar muito dinheiro. Era muito rígido com as duas mulheres de sua vida, a secretária Janet (Lily Tomlin) e a assistente Amy (Emily Mortimer). Na infância, o pequeno Rusty desenvolveu um tique nervoso, que o fazia piscar várias vezes o olho esquerdo, em momentos de tensão. Russ não convivia com seu pai Sam Duritz (Daniel von Bargen), mas enviava um cheque generoso todo mês, para não ser obrigado a ouvir lamentações.




Russ morava sozinho numa mansão maravilhosa, repleta de câmeras e sensores de segurança. Numa noite, enquanto dormia, ouviu um barulho e foi investigar. Encontrou seu avião vermelho de brinquedo, que ainda tinha seu apelido Rusty nele, na porta de entrada da mansão. Imaginou que aquela relíquia tivesse sido encontrada por seu pai, que vivia rodeado de coisas velhas. De madrugada ouviu outro barulho e encontrou um garoto (Spencer Breslin) brincando com o aviãozinho na sala da mansão. Descoberto, o assustado garoto fugiu e se escondeu na lanchonete Sky Way Diner no aeroclube da cidade. Russ não o encontrou, mas ficou assustado porque a lanchonete desapareceu num segundo e ele procurou a psicóloga Alexander (Dana Ivey). Disse que sofria de alucinações com um avião biplano vermelho e um garoto misterioso. No jantar Russ ouvia David Letterman na TV enquanto preparava um lanche na cozinha, mas alguém mudou para o canal de desenho animado.




Finalmente Russ pegou o garoto, que começou a chorar. Disse que tinha vindo buscar seu avião vermelho de brinquedo e que se chamava Rusty. Russ disse que ele se chamava Rusty na infância. Foi quando arregalou os olhos e percebeu que aquele garoto era ele mesmo! Rusty logo completaria 8 anos e Russ 40. O Consultor de Imagem entrou em pânico, porque percebeu que aquele garoto, que ele sentia vergonha, agora era real. Afinal de contas, o que aquele garoto do passado fazia ali? O garoto começou a chamar pelo cachorro Lester e Russ disse que não tinha animal de estimação. Então o garoto reclamou que com quase 40 anos não tinha cachorro, nem caminhonete, nem esposa e não era piloto de avião. Exclamou: “Eu sou um fracasso!” Na hora de dormir, o garoto perguntou qual era a razão para a Lua Cheia ficar cor de laranja às vezes? Russ gritou: “Cale a boca e vá dormir.” O garoto reclamou dizendo: “Vou crescer e ser um cara que não sabe de nada.”




Na manhã seguinte Russ não encontrou o garoto e ficou feliz. Seguiu para um almoço de negócios e inesperadamente Rusty apareceu na janela. Amy ficou impressionada com a semelhança entre os dois, que seguidos pelo avião biplano vermelho, foram comer na lanchonete Sky Way Diner. Mais tarde, a enciumada Amy disse que já sabia que Rusty era filho de Russ. Quando ela descobriu que o garoto tinha vindo do passado, desmaiou! Um cliente de Russ se casou e na festa o garoto pediu Amy em casamento. Levou uma bronca enorme e chorando disse: “Nós temos que mudar!” Confuso, Russ procurou a amiga jornalista Deirdre Lafever (Jean Smart) para desabafar sobre o visitante do passado. Descobriu que o garoto tinha vindo para ajudá-lo, porque ele era um adulto frustrado com a vida. O problema de Russ era o presente e não o passado. A amiga disse: “Quantos de nós se tornaram astronautas ou a primeira bailarina? Nós fizemos aquilo que foi possível.”




No dia em que Russ completaria 40 anos e Rusty 8, todos os compromissos profissionais foram cancelados. Eles conversaram bastante e quando estavam passando de carro por dentro do túnel, Russ se lembrou de fatos importantes que aconteceram no dia de seu 8º aniversário. Quando saíram do túnel, os dois tinham voltado para o passado! Russ teve a oportunidade de rever pessoas, visitar lugares importantes, entender os motivos que o fizeram um adulto tão materialista e ainda descobrir o significado do avião biplano vermelho. Com um desfecho emocionante e surpreendente, Duas Vidas / The Kid foi um longa-metragem que me fez pensar em como eu estava reagindo em relação aos meus sonhos e frustrações, depois que saí do cinema! E caso você queira saber: “A Lua Cheia às vezes fica laranja quando nasce, porque a luz tem que passar por mais atmosfera do que quando está alta no céu. As ondas de luzes azuis se espalham, mas as vermelhas conseguem passar.” (Russ Duritz)


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sexta-feira, 11 de março de 2016

O Mágico de Oz / The Wizard of Oz (1939)




Quando eu tinha 4 anos de idade, a minha mãe sempre me contava a história do longa-metragem O Mágico de Oz / The Wizard of Oz (1939). Eu ficava imaginando como seriam aqueles personagens inusitados e seu mundo colorido! Infelizmente nunca tive a oportunidade de assistir essa linda história no cinema. Fiquei muito feliz quando ainda criança, assisti o filme na televisão, ao lado da minha mãe. Trata-se de uma aventura musical, baseada no livro infantil do autor L. Frank Baum (1856 / 1919) e dirigida por Victor Fleming (único dos diretores creditado). Meu personagem preferido sempre foi o Espantalho, embora tivesse uma simpatia pelo Homem de Lata. A primeira vez que assisti estranhei, porque os primeiros 19 minutos são em preto & branco e depois colorido.




Dorothy (Judy Garland) era uma menina de 11 anos que morava numa fazenda no Kansas (estado norte-americano localizado no centro-oeste e maior produtor de trigo) com seus tios Henry (Charley Grapewin) e Em (Clara Blandick). A menina vivia assustada com as ameaças da senhora Elmira Gulch (Margaret Hamilton), que odiava Totó, o cachorro de Dorothy. O problema é que seus tios não podiam dar atenção a ela porque estavam ocupados com as tarefas da fazenda. Então ela foi pedir ajuda aos três funcionários da fazenda. Hunk (Ray Bolger) disse que ela precisava ser inteligente para se livrar dos problemas, Zeke (Bert Lahr) disse que ela precisava ter coragem para enfrentar a vizinha e Hickory (Jack Haley) se indignava pela situação da menina.




Naquela tarde a tia Em disse: “Dorothy minha querida, fique em algum lugar onde não crie problemas!” A menina entristecida acreditava que o único lugar onde não existiam problemas era além do arco-íris. Numa das cenas mais lindas da história do cinema, Dorothy canta “Over the Rainbow” ao lado do cachorro Totó. No outro dia a malvada capturou o animal, na esperança de que o xerife o matasse com um tiro. Colocou Totó numa cestinha na bicicleta e partiu, mas o cachorro era muito esperto e pulou. Reencontrou Dorothy na fazenda e a menina resolveu arrumar as malas e fugir de casa com seu companheiro. No caminho encontrou o professor Marvel (Frank Morgan), um falso vidente que disse que sua tia estava doente de preocupação.




A inocente Dorothy acreditou e voltou correndo para a fazenda. No caminho um enorme ciclone se aproximou da região. Seus tios e os três funcionários se esconderam no abrigo subterrâneo. Tia Em estava desesperada por não ter encontrado a menina. Quando a menina chegou na fazenda com seu cachorro, buscou abrigo em seu quarto. O ciclone estava muito forte e com a força do vento, a tela da janela se soltou e foi arremessada sobre Dorothy. Então a casa se desprendeu do chão e começou a girar dentro do ciclone. A menina via a fazenda lá embaixo e ficou desesperada de medo. A casa girou, girou e girou até que finalmente caiu no chão. Dorothy atordoada se levantou e abriu a porta de entrada da casa. Ficou maravilhada quando viu que lá fora havia um mundo novo e colorido!




Dorothy pensou ter caído na Terra do Arco-Íris, um lugar onde não existiam problemas. Na verdade estava em Munchkin, a Terra dos Anões. A primeira pessoa que conheceu foi a bondosa Glinda (Billie Burke ), a Bruxa do Norte. Dorothy então descobriu que a sua casa tinha caído em cima da Bruxa Má do Leste e os anões estavam comemoraram a morte dela. Foi quando a Bruxa Má do Oeste apareceu para saber quem tinha matado sua irmã. Além disso ela queria os Sapatos de Rubi da irmã, mas Glinda havia presenteado a menina com o par. A Bruxa Má jurou vingança e Glinda disse para Dorothy que com a ajuda daqueles sapatos, conseguiria encontrar o Mágico de Oz na Cidade das Esmeraldas. Só ele poderia ajudá-la a voltar para casa. Então a menina seguiu pela Estrada dos Tijolos Amarelos com seu cachorro.




Seguindo pela caminho, Dorothy chegou numa encruzilhada e ficou em dúvida. Então ouviu a voz de um Espantalho, que morava na plantação, mas que não sabia qual o caminho seguir porque não tinha cérebro. Seu maior desejo era pensar e na esperança de ganhar um cérebro do mágico, seguiu com a menina. Dorothy, Espantalho e Totó andaram até as macieiras e quando ela foi pegar uma maçã, encontrou um Homem de Lata. Ele derrubava árvores sem dó, porque não sentia emoções, mas seu maior desejo era ter um coração. Na esperança de realizar seu desejo, partiu para encontrar Oz. Dorothy, Espantalho, Homem de Lata e Totó seguiram pelo estrada até que numa floresta foram atacados por um Leão. Os amigos da menina ficaram com medo, mas quando o leão tentou pegar Totó, Dorothy deu um tapa no braço dele e ele chorou. Ele disse que era medroso e que que seu maior desejo era ter coragem. Os quatro amigos e Totó seguiram juntos, rumo a Cidade das Esmeraldas.




Seguindo pela Estrada dos Tijolos Amarelos, Dorothy, Espantalho, Homem de Lata, Leão e Totó finalmente chegaram na porta da Cidade das Esmeraldas. Inicialmente o porteiro impediu a entrada do grupo, mas depois que a menina mostrou os Sapatos de Rubi, que ganhou da Fada do Norte, ele liberou a entrada. Os amigos foram para o Salão de Lavagem e Escovação porque estavam sujos da viagem. Na saída estavam limpos e perfumados, mas a Bruxa Má do Oeste apareceu e escreveu com fumaça no céu: “Renda-se Dorothy.” Eles ficaram apavorados e voltaram para falar com o Mágico de Oz e viram seu rosto num enorme painel. Ele afirmou que atenderia os desejos de todos eles, desde que dessem em troca a vassoura da Bruxa Má do Oeste.




Dorothy, Espantalho, Homem de Lata, Leão e Totó seguiram para a Floresta Mal Assombrada. A Bruxa Má do Oeste ordenou que seus macacos voadores capturassem a menina e Totó vivos. Um grupo de macacos voadores atacou na floresta e capturou os dois. Preso no castelo da Bruxa Má, o cachorrinho Totó conseguiu fugir e mostrou o caminho para os três amigos. O Leão criou coragem e liderou o grupo para invadir o castelo. Quando encontraram a menina na masmorra, o furioso Homem de Lata arrebentou a porta com seu machado. Nos corredores, o Espantalho pensava em estratégias para fugir. Encurralados, os amigos viram a Bruxa Má colocar fogo no Espantalho. Dorothy jogou água, que também caiu na Bruxa que derreteu e morreu.




Pegaram a vassoura da Bruxa Má do Oeste e voltaram para entregá-la ao Mágico de Oz. Ele se recusou a recebê-los e ordenou que voltassem no dia seguinte. Que motivos teria o Mágico de Oz para se recusar a conversar com Dorothy e seus amigos? Será que o Espantalho, Homem de Lata, Leão e Dorothy conseguirão realizar os seus desejos? O Mágico de Oz / The Wizard of Oz é um longa-metragem que entrou para a história do cinema, porque apresenta uma fotografia maravilhosa, trilha sonora impecável e ainda nos ensinou que: "Não há melhor lugar do que o nosso lar!"


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sexta-feira, 4 de março de 2016

Quero Ser Grande / Big (1988)




Aos 13 anos de idade eu também queria ser grande! Assim eu poderia dirigir um carro ou poderia conhecer uma danceteria. Nunca mais eu seria barrado na porta do cinema, tentando assistir Alien - O 8º Passageiro (1979) ou Blade Runner - O Caçador de Androides (1982). O longa-metragem Quero Ser Grande / Big (1988), conta a história de Josh (David Moscow), um menino de 13 anos que é o melhor amigo de Billy (Jared Rushton). Num passeio em família num parque de diversões, Josh quiz impressionar Cynthia (Kimberlee M. Davis), a garota mais linda da escola. Ignorou seu medo e entrou na fila da montanha-russa Super Loops, mas foi barrado, porque não tinha a altura mínima exigida. Desanimado, ele começou a andar sem rumo, até que encontrou a máquina Zoltar. Por 25 centavos, Josh teve direito a um pedido: “Quero ser grande!” e saiu um cartão da máquina onde estava escrito: “Seu pedido será realizado.” No dia seguinte, ele acordou com a aparência de um homem de 30 anos (Tom Hanks). Desesperado, ele foi de bicicleta até parque, mas não havia mais nada ali.




Josh procurou seu melhor amigo Billy na escola e juntos decidiram que o melhor lugar para esconder o Josh adulto seria em Nova Iorque. Ele se hospedou no Hotel São James por apenas US$ 27,50 e ficou apavorado com as brigas e gritos na calçada. Tom Hanks me emocionou ao interpretar um menino grande, chorando de medo e chamando pela mãe. No dia seguinte pagaram 5 dólares num órgão público, para descobrir o paradeiro da máquina Zoltar, mas a resposta chegaria em 6 semanas. Josh conseguiu um empreno na fábrica de brinquedos do Senhor McMillan (Robert Loggia). Lá ele conheceu a bela Susan (Elizabeth Perkins) e o ambicioso Paul (John Heard). O primeiro salário de Josh foi de US$ 187,00 e no sábado ele foi se divertir na Loja de Brinquedos McMillan. Foi reconhecido pelo dono da empresa, que se impressionou com suas ideias para melhorar os brinquedos. Nessa sequência foi eternizada a poética cena em que Josh e o Senhor McMillan, dançam sobre um teclado gigante, a música Heart and Soul.




O senhor McMillan promoveu Josh a “Vice Presidente Encarregado de Testar a Eficiência dos Produtos” e Paul ficou muito irritado. Com o aumento de salário Josh alugou um apartamento panorâmico e começou a passear por Nova Iorque. Na noite da festa da empresa, Susan levou Josh para casa de limousine e ele a convidou para dormir no apartamento dele. Ela aceitou e ouviu: “Eu dormirei por cima!”, no beliche. Josh comemorou o seu aniversário almoçando numa cantina italiana, ao do amigo Billy, mas depois disse que passaria o resto do dia com Susan. O casal foi a um parque de diversões, dançaram Moonlight Serenade, se beijaram e começaram a namorar. Josh só dava atenção para Susan e finalmente Billy recebeu a carta que informava onde estava a máquina Zoltar. Os amigos brigaram porque Billy disse que Josh tinha esquecido que ele era realmente! O confuso Josh, contou a história para Susan, que não acreditou. Tentando ter o amigo de volta, Billy escreve num bilhete o local onde a máquina Zoltar está: “Sea Point Park” em Nova Iorque.




Durante uma apresentação para os diretores, Josh saiu correndo pela empresa e foi embora. Pegou um taxi e Billy comemorou. Susan perguntou para ele, para onde estava indo o namorado dela. Então Billy confirmou a história contada pelo amigo. Finalmente Josh encontrou a máquina Zoltar e colocou uma moeda de 25 centavos. Susan apareceu e foi convidade a ter 13 anos novamente, mas sorriu e recusou. Ela ofereceu carona para Josh, que decidiu voltar para casa. Chegando na rua de sua casa, Josh ganhou um beijo na testa e desceu. Seguiu andando, enquanto Susan lamentava a perda de um amor tão doce em sua vida. Talvez seja impossível Josh voltar a ser adolescente e ela tenha uma nova chance com ele. Será que ele voltará a ser criança? Como será a reação de sua mãe? Dirigido por Penny Marshall e com uma suave trilha sonora de Howard Shore, Quero Ser Grande / Big tem um final poético e emocionante. Um dos melhores trabalhos da carreira do ator Tom Hanks, que até hoje é convidado para dançar sobre um teclado gigante, em homenagem ao filme.


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