quarta-feira, 24 de agosto de 2016

*_* Séries Antigas da TV - O Elo Perdido / Land of the Lost (1974 a 1976)



Numa tarde de 1980, fiquei muito empolgado, quando assisti ao seriado O Elo Perdido na televisão, pela primeira vez! Os episódios eram exibidos 2 vezes por semana, no horário das 13h30 min. Eu adorava acompanhar as aventuras da Família Marshall naquele Universo Paralelo, repleto de dinossauros, plantas exóticas, templos abandonados, cavernas subterrâneas, criaturas estranhas e muito mistério. A série foi produzida pela Sid & Marty Kroft Television Productions e a primeira temporada foi um grande sucesso de crítica e público. O movimento dos dinossauros, através da técnica de stop-motion com miniaturas, era sensacional. Com a técnica de projeção numa tela de fundo, os atores interagiam com os dinossauros e isso era uma grande novidade para uma série de televisão na década de 70. Se você também foi fã do seriado O Elo Perdido na infância e gostaria de relembrar os personagens e as histórias, saiba que as 3 temporadas foram lançadas no Brasil em DVD. 




A primeira temporada do seriado foi produzida em 1974. Os personagens tinham personalidade e logo conquistaram as crianças e os adultos. Rick Marshall (Spencer Milligan) era um guarda florestal que decidiu fazer uma expedição numa reserva florestal com seus filhos Will (Wesley Eure) e Holly (Kathy Coleman). Durante a descida do rio, um terremoto muito forte atingiu a região e um portal entre dimensões foi aberto. O pequeno bote dos Marshall, foi jogado numa enorme cachoeira e através do portal, eles foram enviados para um mundo desconhecido. Aquele lugar, repleto de ferozes dinossauros, vegetação densa, criaturas estranhas e tecnologia avançada era O Elo Perdido. Presos naquela dimensão, a família Marshall escolheu uma caverna, no alto de uma montanha, como moradia. Logo tornaram-se amigos de Cha-Ka (Philip Paley), um membro do povo primata chamado Pakuni, que se comunicava com dialeto próprio. 




O Tiranossauro Rex apelidado de Zangado, era uma grande ameaça para os Marshall e os Pakunis. Curiosamente, a jovem Holly ficou amiga de um brontossauro herbívoro filhote, que ela carinhosamente chamava de Tonto. Alguns quilômetros ao norte da caverna dos Marshall, havia o Templo da Cidade perdida, que estava abandonado. Porém, nas ruínas abaixo do templo, viviam os altrusianos chamados de Sleestaks, que eram uma espécie de homens-lagarto. Eles não falavam, mas emitiam um som assustador! Várias vezes eles capturaram Will e Holly, para sacrifícios em rituais tribais. Felizmente essas criaturas não gostavam da luz solar e tinham medo do fogo. Naquela região também vivia um Sleestak chamado Enik (Edmiston Walker), que veio do passado, através de um portal entre dimensões. Era muito inteligente e conhecia um pouco da tecnologia das Mesas de Cristais do interior das Pirâmides Pylons, que abriam os portais entre dimensões em ocasiões epeciais. Para voltar ao seu mundo, os Marshall precisariam da ajuda de Enik e sorte!




A primeira temporada da serie O Elo Perdido foi um sucesso, porque a história era educativa, criativa e muito sombria. O único ponto negativo, foram os protestos de mães ao canal NBC, reclamando que já não aguentavam mais os pesadelos de seus filhos com os assustadores Sleestaks. Infelizmente o canal NBC, para renovar o contrato para a segunda temporada, exigiu que os episódios fossem menos sombrios e mais infantis. Então na segunda temporada, a família Marshall e o povo Pakuni, passaram a viver histórias simples. Os Sleestaks tornaram-se menos assustadores e o personagem mais interessante foi O Zarn. Ele era um ser extraterrestre, composto por pontos luminosos, que a bordo de sua espaçonave manipulava a mente dos humanos. O foco educativo da serie tinha sido substituído por aventuras simples. Insatisfeito com a queda na qualidade dos roteiros, Spencer Milligan (Rick Marshall) deixou a serie no final da segunda temporada (1975). 


No primeiro episódio da terceira temporada, Will e Holly estavam do lado de fora do Pylon e Rick estava lá dentro. Inesperadamente, começou um grande terremoto e Rick Marshall desapareceu. Ele provavelmente acertou a sequência da Mesa de Cristal do Pylon e voltou para o seu mundo. A abertura do portal entre dimensões originou o grande terremoto no Elo Perdido, mas é importante destacar, que quando alguma criatura deixava aquela dimensão paralela, outra entrava no seu lugar. O tio Jack Marshall (Ron Harper), que estava procurando a família desaparecida no rio, foi jogado numa enorme cachoeira após um grande terremoto e acordou no Elo Perdido. Infelizmente a caverna onde os Marshall moravam foi destruída, Cha-Ka perdeu a família Pakuni e os Sleestaks perderam sua casa, depois que as cavernas abaixo do Templo da Cidade Perdida foram soterradas. Jack, Will, Holly e Cha-Ka passaram a formar uma família e foram morar num antigo templo ao norte.




Para a frustração dos fãs, os roteiristas modificaram as características originais do seriado, na terceira temporada. O homem primata Cha-Ka passou a morar com a família e aprendeu a língua dos humanos. O Sleestaks foram escravizados por um homem chamado Malak (Richard Kiel) e Enik involuiu e tornou-se inimigo dos Marshall. A audiência caiu muito e a série foi cancelada ao final dessa terceira temporada (1976). Jack, Will e Holly ficaram presos no Elo Perdido para sempre e a história não teve um final. Porém se você assistir somente a primeira temporada e prestar muita atenção aos detalhes do episódio, poderá encontrar um final baseado no time loop (laço temporal) da ficção científica, que é quando um determinado período de tempo se repete várias vezes, sem que os personagens tenham consciência do fato. Com ou sem o desfecho final, O Elo Perdido sempre será uma bela lembrança da minha infância, que ficará guardada para sempre em meu coração! 


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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Jamaica Abaixo de Zero / Cool Runnings (1993)

Hoje começam oficialmente os XXXI Jogos Olímpicos de Verão no Rio de Janeiro (Brasil) e escolhi o longa-metragem Jamaica Abaixo de Zero / Cool Runnings (1993) para homenagear essa data especial. A Jamaica é um país caribenho muito quente! Então imagine uma história baseada em fatos reais, que conta como surgiu a primeira equipe jamaicana de bobsled (trenó), que participou dos XV Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary (Canadá) em 1988. Dirigido por Jon Turteltaub, o filme é repleto de personagens carismáticos, que farão você torcer pela vitória da equipe do início ao fim. A história começa quando Derice Bannock (Leon Robinson) se concentrava para correr os 100 metros rasos na cidade de Kingston na Jamaica, tentando uma das 4 vagas do time jamaicano para os XIV Jogos Olímpicos de Verão em Seul (Coreia do Sul) em 1988. Infelizmente na metade da prova, um competidor chamado Junior Bevil (Rawle D. Lewis), tropeçou e derrubou os competidores Derice e Yul Brenner (Malik Yoba). Inconformado pela desclassificação, Derice tentou sem sucesso que o Sr Coolidge (Winston Stona), presidente do Comitê Olímpico Jamaicano, anulasse a prova.  

  


Naquela tarde, Derice conheceu a história do Irving Blitzer (John Candy), um campeão de bobsled nos XI Jogos Olímpicos de Inverno em Sapporo (Japão) em 1972. Ele morava na Jamaica e acreditava que os velocistas dos 100 metros rasos eram perfeitos para uma equipe de bobsled. Derice e seu amigo Sanka Coffie (Doug E. Doug), convenceram Blitzer a formar a primeira equipe jamaicana de bobsled (trenó), mas ainda faltavam 2 atletas. Por uma ironia do destino, a equipe ficou completa com a chegada de Yul Brenner e o velocista desastrado Junior Bevil. A equipe treinava com um trenó feito de lata, que descia por estradas de terra. Eu dei muita risada com as capotagens, tombos e derrapadas dos jamaicanos. Aos poucos os 4 atletas provaram ao técnico Blitzer que eram rápidos, mas para chegar aos XV Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary (Canadá), seriam necessários US$ 20.000 dólares. Sentindo-se culpado pela fim do sonho olímpico de Derice e Yul, o desastrado Junior vendeu seu carro importado e conseguiu o dinheiro para a viagem. 




Nesse momento do longa-metragem, você estará torcendo pela equipe jamaicana com todas as suas forças! Quando eles chegaram a cidade de Calgary no Canadá, a temperatura externa era de -25º Celsius. Para chegar aos Jogos Olímpicos de Inverno, eles ainda precisavam vencer uma etapa de classificação. Derice estranhou que o técnico Blitzer, apesar de ser um campeão, era desprezado pelos membros mais velhos do Comitê Olímpico. Mesmo assim ele conseguiu comprar um bobsled de treino, da equipe americana, por US$ 5.000 dólares. Os treinos foram desastrosos para os jamaicanos, porque entre capotagens e tombos, a equipe tornou-se a piada da etapa classificatória. Para surpresa de todos, eles conseguiram o inacreditável tempo de 59:46 e se classificaram para os Jogos Olímpicos de Inverno. Um árbitro duvidou da performance da equipe e contou para Derice que Blitzer tinha perdido a medalha de ouro em 1972, porque foi desonesto e escondeu pesos extras no bobsled. 




Finalmente a primeira equipe de bobsled da Jamaica chegou aos XV Jogos Olímpicos de Inverno em Calgary (Canadá), realizada de 13 a 28 de fevereiro de 1988. O bobsled preto com a bandeira da Jamaica, tinha sido batizado por eles de “Jamaica Abaixo de Zero”. Os 4 atletas estavam dispostos a provar para o mundo, que mesmo não tendo neve na Jamaica, tinham condições de disputar uma medalha. Os bobsleds (trenós) desciam a pista olímpica a 130 km/h (80 milhas/h) e cada uma das 12 equipes teriam 3 tentativas. No primeiro dia, os jamaicanos tentaram imitar os suíços e ficaram muito tensos. Com o tempo de 58s 04 centésimos, ficaram em 12º lugar. Então Sanka pediu que a equipe tivesse um estilo jamaicano, que não imitasse ninguém. No segundo dia, a equipe estava mais tranquila e feliz. Com o tempo de 56s 53 centésimos, eles ficaram em 8º lugar e comemoraram muito! No terceiro e último dia, a equipe da Jamaica tinha conquistado o público e ainda tinha chances de ganhar uma medalha. 




Na largada do circuito, cada um cumpriu sua função na equipe. Pela ordem entraram o piloto Derice, os velocistas Junior e Yul e o responsável pelos freios Sanka. O tempo da largada foi espetacular e a agilidade dos 4 atletas impressionou a todos. O bobsled “Jamaica Abaixo de Zero” deslizava pelas retas e curvas da pista de forma empolgante. O tempo registrado na metade do circuito era impressionante. A performance da equipe era fantástica e mantendo o ritmo, eles tinham chance de ganhar uma inimaginável medalha para a Jamaica nos Jogos Olímpicos de Inverno. O desfecho dessa história real é surpreendente! Tenho a certeza absoluta que você irá se emocionar, com a demonstração do verdadeiro espírito olímpico dos jamaicanos ao final da terceira tentativa, que colocou a Jamaica no mapa olímpico de inverno e mudou o vida de Irving Blitzer, Derice Bannock, Sanka Coffie, Yul Brenner e Junior Bevil para sempre! 


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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Revelação / What Lies Beneath (2000)



Se você procura uma história cinematográfica de suspense com qualidade e que não subestime a sua inteligência, Revelação / What Lies Beneath (2000) é o longa-metragem ideal. Dirigido pelo competente Robert Zemeckis (De Volta para o Futuro I, II, III / Back to the Future I, II, III – Os Fantasmas de Scrooge / Disney's A Christmas Carol – O Expresso Polar / The Polar Express – A Travessia / The Walk), produzido pelo genial Steven Spielberg e com trilha sonora de Alan Silvestri, a história superou todas as minhas expectativas. Naquela época as primeiras sessões estavam vazias, mas com o passar das semanas, os elogios foram atraindo o público. Minha sessão de cinema estava completamente lotada e o silêncio só era interrompido pelos gritos de susto! Gostei tanto da história, que na minha coleção, o filme está ao lado de O Sexto Sentido / The Sixth Sense (1999) e Os Outros / The Others (2001). 




Norman Spencer (Harrison Ford) decidiu se mudar para a antiga mansão da família, situada no frio estado de Vermont. Ele era um renomado cientista, que fazia experiências na área da genética. Sua esposa Claire Spencer (Michelle Pfeiffer) era uma ex-musicista, que decidiu cuidar do marido e da sua filha Caitlin (Katherine Towne). A novidade era que Caitlin foi para a faculdade e Claire ficou emocionalmente abalada com a separação. Sozinha na casa o dia todo, Claire começou a se preocupar com as violentas discussões de seus vizinhos Warren Feur (James Remar) e Mary Feur (Miranda Otto). Numa tarde Claire viu através da cerca, que sua vizinha Mary chorava muito no jardim, mas logo correu desesperada para dentro da casa. Ao mesmo tempo, Claire começa a perceber que a porta de sua casa sempre abria sozinha e que seu cachorro Cooper latia bravo para o vazio. É quando ela começou a perceber que seria fundamental manter a sua mente ocupada. 




Sozinha na casa, Claire passava os dias ocupada com as tarefas domésticas, mas continuava ouvindo sussurros pela casa. Quando Norman decidiu viajar para uma conferência, Claire ficou sozinha na mansão e sua instabilidade emocional aumentou. Ela foi testemunha de mais uma violenta briga do casal de vizinhos, tinha a certeza de que ele tinha matado a esposa e levado o corpo para longe de madrugada. Na manhã seguinte, Claire percebeu que a banheira encheu de água sozinha e quando foi tirar a tampa do ralo, viu a imagem de uma mulher desfigurada no reflexo da água! Certa de que havia um fantasma em sua casa, Claire entrou em pânico. Percebeu que o porta-retratos da sala, sempre caía no chão e que no computador surgia a palavra MEF. Agora ela achava que o fantasma de sua vizinha morta pelo marido, estava tentando se comunicar com para pedir ajuda. Abalada pela morte da vizinha, Claire passava horas observando o comportamento do vizinho que ficou sozinho na casa. A ideia de ter um assassino ao lado de sua casa abalava o estado emocional dela. 




Quando Claire foi tomar banho, percebeu novamente a presença do fantasma no banheiro e perguntou o que ela queria com ela. No espelho embaçado surgiu a seguinte frase: Você sabe!” Claire ficou ainda mais assustada naquela semana, quando reencontrou a vizinha Mary, ao lado do marido Warren, numa recepção da faculdade. Se a vizinha estava viva, quem seria o fantasma? Os sussurros continuavam pela casa e o porta-retratos sempre caía no chão. Porém ela encontrou um recorte de jornal, colado atrás da foto, que chamou a sua atenção. A matéria destacava o desaparecimento de uma aluna muito inteligente da universidade, chamada Madison Elizabeth Frank. Será que Norman tinha alguma relação com a aluna de 24 anos desaparecida? Logo Claire desconfiou que Norman e Madison tinham um relacionamento amoroso. Ele confessou que a jovem Madison tinha se apaixonado por ele e ameaçado a vida de Claire, mas que ele não sabia onde ela estava. Será que Norman era realmente inocente e estava falando a verdade? 




A partir desse momento, o desenvolvimento do desfecho foi surpreendente! Estaria Claire tão abalada emocionalmente, que enxergava um fantasma com desejo de vingança, dentro da casa? Norman estaria realmente falando a verdade, quando dizia não saber o paradeiro da aluna? As respostas aos questionamentos farão você perder o fôlego. O excelente roteiro escrito por Clark Gregg, associado as impecáveis interpretações de Harrison Ford e Michelle Pfeiffer, valorizaram muito mais o longa-metragem. Acredite que com essa história, Robert Zemeckis ingressou no seleto clube dos melhores diretores de novos clássicos de suspense, ao lado de M. Night Shyamalan e Alejandro Amenábar.


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sexta-feira, 15 de julho de 2016

*_* Meu Click - Scooby-Doo e a Máquina do Mistério


Foto: Luiz E. V. Barbosa.


Scooby-Doo e seus amigos foram criados pelos escritores Joe Ruby e Ken Spears e desenhado pelo competente Iwao Takamoto. O desenho animado foi produzido pelo estúdio Hanna-Barbera em 1969. Segundo a lenda, o nome do personagem Scooby-Doo teve origem num trecho da música Strangers in the Night, interpretada por Frank Sinatra. Num dos trechos da música, o intérprete cantou: “dooby dooby doo”. O ideia original do estúdio era criar um grupo de 4 amigos e um cachorro falante, que viajavam pelos Estados Unidos, resolvendo mistérios sobre criaturas ameaçadoras num furgão batizado de Máquina do Mistério. Imagine a minha alegria, quando encontrei a miniatura desse furgão clássico da turma do Scooby-Doo, numa loja de brinquedos em 2013. 




Sou fã dos desenhos clássicos do Scooby-Doo desde criança! Eu amava assistir as aventuras daquele grupo de amigos que misturava ambientes misteriosos, momentos engraçados e um pouco de música. Minhas histórias preferidas eram aquelas em que Fred Jones, Daphne Blake, Velma Dinkley, Norville “Shaggy” Rogers (Salsicha) e Scooby resolviam juntos os mistérios e descobriam quem era o fantasma. Eu gostava muito daquele furgão em que eles viajavam e que se chamava Máquina do Mistério! Outras aventuras de Scooby-Doo ao lado do seu primo Scooby-Dão (Scooby-Dum), do seu amigo Dinamite – O Bionicão (Dynnomutt – Dog Wonder) e do seu sobrinho Scooby-Loo (Scrappy-Doo) também eram muito legais. As minhas temporadas preferidas eram as clássicas e nunca gostei daquelas temporadas em que Fred e Velma não apareciam ou aquelas em que Scooby era criança.




Com o sucesso dos desenhos animados, Scooby-Doo e seus amigos ganharam versões cinematográficas, onde os atores contracenavam com um Scooby criado por computação gráfica. No primeiro longa-metragem, Scooby-Doo – O Filme (2002) foi dirigido por Raja Gosnell. Na história os amigos estavam separados há 2 anos e se reencontram num parque temático, conhecido como A Ilha do Espanto, para resolver mais um mistério. Como fã eu não gostei do desfecho da história, que descaracterizou um personagem importante do desenho animado. O segundo filme da franquia foi Scooby-Doo 2 – Monstros à Solta (2004) foi dirigido pelo mesmo diretor. Nessa aventura, os amigos partiram para Coolsville para desvendar o mistério de um homem mascarado, que criou uma máquina criadora de monstros. O terceiro filme foi Scooby-Doo! O Mistério Começa (2009), dirigido por Brian Levant. Agora a história se passa nos tempos do colégio e mostra como os 4 amigos e o cachorro Scooby-Doo se conheceram. O quarto e último filme da franquia foi Scooby-Doo e a Maldição do Monstro do Lago (2010), onde os amigos investigaram a aparição de um monstro do lago. 


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terça-feira, 5 de julho de 2016

Dirty Dancing - Ritmo Quente / Dirty Dancing (1987)

 Foto: Dieter.


Em setembro de 1987, recebi o convite de um grupo do colégio, para assistir Dirty Dancing – Ritmo Quente / Dirty Dancing no cinema. Obviamente recusei, porque como fã de filmes de ação, nas férias eu tinha assistido O Predador com Arnold Schwarzenegger e Falcão – O Campeão dos Campeões com Silvester Stallone. Porém a mobilização foi tão grande entre os alunos que aceitei o convite. Na fila do cinema eu estava envergonhado, porque afinal de contas, aquele era um filme musical. Entrei na sala e sentei depressa na cadeira para não ser reconhecido. Tolices da adolescência! O longa-metragem dirigido por Emile Ardolino era muito sensual. Havia uma bela história de amor e alguns temas polêmicos como aborto, traições e conflitos entre as classes sociais. 




É interessante destacar que quando o assunto é o filme Dirty Dancing – Ritmo Quente, as pessoas só lembram do tema (I’ve had) The Time of My Life. Talvez isso aconteça porque em 1987 as rádios tocaram essa música até cansar. O longa-metragem é muito mais que o tema, porque trouxe um roteiro interessante, uma trilha sonora maravilhosa e atuações convincentes. Assim entrou para a história do cinema! Dias atrás eu decidi assistir ao filme novamente e foi muito bom reencontrar Patrick Swayze no auge da forma. Infelizmente o ator morreu aos 57 anos em 2009. Percebi que mesmo após 28 anos o longa-metragem não envelheceu e que as músicas como Be my Babe (The Ronettes), Big Girls Don't Cry (Frankie Valli & The Four Seasons), Wipe Out (The Surfaris) tornaram aquele romance inesquecível.




A história aconteceu no verão de 1963. O médico Jake Houseman (Jerry Orbach) levou a esposa Marjorie (Kelly Bishop) e as filhas Lisa (Jane Brucker) e Frances “Baby” Houseman (Jennifer Grey), para as férias num resort em Catskills. O anfitrião Max Kellerman (Jack Weston) já na primeira noite, ofereceu um baile aos hóspedes e seu inconveniente sobrinho Neil Kellerman (Lonny Price), se encantou pela jovem Baby. Porém os olhos da jovem de 17 anos se iluminaram, quando ela assistiu a apresentação de dança de Johnny Castle (Patrick Swayze) e Penny Johnson (Cynthia Rhodes). Mais tarde, com a ajuda de Billy Kostech (Neal Jones), Baby descobriu que a festa mais animada do resort acontecia no alojamento dos funcionários.




Baby frequentava o alojamento para se aproximar de Johnny e logo descobriu que a dançarina Penny estava grávida do garçom e estudante de medicina Robbie Gould (Max Cantor). Abandonada pelo rapaz, estava decidida a fazer um aborto. Como o procedimento, estava marcado para o dia da apresentação de dança num resort próximo, Baby se ofereceu para ser a sua substituta. Ela ensaiou muito e a dupla foi muito aplaudida, mas na volta para o hotel, encontraram Penny quase morrendo no alojamento. Baby chamou seu pai para tentar salvar a amiga e depois ele foi hostil com Johnny, porque imaginou que ele fosse o pai da criança. O casal estava cada vez mais apaixonado, mas a diferença de classe social e o desentendimento do Dr Jake com Johnny complicava a situação.




O amor proibido de Johnny e Baby era verdadeiro, mas ele se sentia incomodado, porque a amada não assumia o relacionamento para a família. Cenas de romance e brigas se eternizaram ao som de canções como Hey Baby (Bruce Channel) e Will Love Me Tomorrow (The Shirelles). Johnny se complicou no resort quando foi acusado de furto e não podia revelar que tinha passado a noite inteira com Baby em seu quarto. Seria ele capaz de revelar o segredo de sua amada? Ela defenderia seu amado, sabendo que envolvimentos com hóspedes geravam demissão imediata? Com um desfecho musical inesquecível, Dirty Dancing – Ritmo Quente conquistou fãs no mundo inteiro. Com o sucesso, o ator Patrick Swayze foi escolhido para o filme Ghost – Do Outro Lado da Vida (1990) e Jennifer Grey deixou de ser simplesmente a irmã de Ferris Bueller. 


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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Sem Reservas / No Reservations (2007)



O diretor Scott Hicks escolheu o ambiente da alta gastronomia para ambientar a história da chefe de cozinha Kate Armstrong, que mesmo após anos de terapia, não admitia que era monotemática e chata. Para ela o sinônimo de solidão era liberdade! Assisti Sem Reservas / No Reservations em 2007 no cinema e confesso que fiquei curioso porque a trama abordava a transformação forçada na vida da chefe de cozinha Kate. O longa-metragem me fez sentir os aromas e sabores, sempre muito bem acompanhados de uma trilha sonora maravilhosa. Na minha opinião, a magia da gastronomia existe porque os melhores momentos entre amigos ocorrem na cozinha. O ato de preparar e posteriormente servir os pratos aos amigos é como uma ritual, que gera a oportunidade de contar e ouvir as grande histórias! 




Kate Armstrong (Catherine Zeta-Jones) era uma chefe de cozinha francesa, arrogante, individualista e metódica. Solitária, sua única motivação era o trabalho. A noite daquele sábado seria especial para ela, porque ela receberia a visita da sua irmã Christine (Arija Bareikis) e da sua sobrinha Zoe (Abigail Breslin) para o jantar. Ainda no restaurante, Kate recebeu um telefonema informando que o carro da sua irmã tinha se envolvido num acidente. Infelizmente sua irmã tinha morrido, mas sua sobrinha estava viva. Como o pai de Zoe nunca assumiu a filha, a menina estava órfã. A solteira Kate ficou assustada, porque a partir daquela tragédia, a sua sobrinha moraria com ela em Nova Iorque. Nos primeiros dias, a chefe de cozinha não trabalhou para cuidar de Zoe, que não comi a nana e chorava muito. Quando Kate voltou ao restaurante teve uma surpresa desagradável. Um subchefe de cozinha tinha sido contratado durante a sua ausência e as pessoas adoravam trabalhar ao seu lado. 




O subchefe de cozinha italiana Nick Palmer (Aaron Eckhart) era gentil, bem humorado, alegre a só cozinhava ouvindo ópera. A convivência dos dois foi muito complicada, porque Kate fazia questão de ignorar o estilo gastronômico dele. A arrogância de Kate só foi quebrada quando Zoe foi ao restaurante e comeu um prato imenso de macarrão com molho basílico, preparado por Nick. A humildade de Kate durou alguns segundos e logo ela passou a reclamar de Nick. Paula (Patricia Clarkson) era a dona do restaurante e estava cansada do modo como Kate tratava a equipe de trabalho. Porém a situação começou a se modificar quando Kate esqueceu Zoe na escola e ficou devendo um desejo para a sobrinha. A menina escolheu a noite de sábado, para comer pizza caseira, ao lado de Kate e Nick! O tema da noite foi um Safari na África e todos se divertiram muito. Já de madrugada, Kate perguntou para Nick: “Por que você não tem uma cozinha própria?” Ele respondeu: “Ainda não chegou a proposta certa!” 




Como Zoe acompanhava Kate todas as noites no restaurante, seu rendimento escolar caiu muito, porque ela tinha sono de manhã. A diretora reclamou e a tia proibiu a menina de acompanhá-la no trabalho. Zoe ficou revoltada e sua tia decidiu não trabalhar aquele dia para dar mais atenção a sobrinha. Naquela noite Nick motivou a equipe, foi competente e conquistou os clientes. Encantada pelo seu carisma, Paula o convidou para ser o novo chefe de cozinha do restaurante. De madrugada, Nick levou "fondue" para Kate e eles começaram a namorar. No dia seguinte, os três passearam juntos pelo parque, como uma família feliz. Porém quando Kate voltou para o trabalho na segunda-feira, percebeu que Paula só elogiava o trabalho de Nick. A enfurecida Kate se trancou com Nick na câmara fria para discutir. Foi quando ele disse: “Paula me convidou para ser o chefe do restaurante!” Pegou suas coisas e pediu demissão. Kate chegou decepcionada em casa decepcionada pela atitude de Paula e se surpreendeu quando ouviu o recado de Nick em sua secretária eletrônica: “Só para constar... Eu recusei!” 




O longa-metragem Sem Reservas / No Reservations conquistou os amantes da gastronomia em todo o mundo, porque os pratos foram preparados por renomados chefes de cozinha. A beleza dos pratos era tão grande, que quase podíamos sentir os aromas no cinema. Depois de assistir ao filme, muitas pessoas passaram a se arriscar mais na arte de cozinhar! Já o roteiro foi muito verdadeiro, porque nos mostrou que a vida pode nos trazer surpresas inesperadas, que muitas vezes nos obrigam a renunciar a certas coisas. Com criatividade e bom gosto, a história me envolveu completamente e acredite que o desfecho surpreenderá você! Inspire-se e liberte o chefe de cozinha que está adormecido dentro de você... 


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